Voltar ao guia

Primeiros meses

Amamentação: apoio, técnica e confiança

Amamentar é um processo construído por mãe e bebê. Informação adequada e apoio no momento certo ajudam a proteger a amamentação sem transformar dificuldades reais em culpa.

O que se recomenda

Como reconhecer uma pega mais eficiente

O bebê deve estar voltado para a mãe, bem apoiado e próximo ao corpo. Na pega adequada, a boca fica bem aberta, o queixo toca a mama, os lábios estão virados para fora e costuma aparecer mais aréola acima da boca do que abaixo. A sucção tende a ser profunda e ritmada, com pausas para engolir.

A amamentação não deve permanecer dolorosa. Sensibilidade inicial pode ocorrer, mas dor intensa, fissuras, sangramento ou deformação persistente do mamilo após a mamada indicam que a técnica e a boca do bebê precisam ser avaliadas.

E se for necessário complementar?

A complementação, quando realmente necessária, pode proteger o bebê enquanto trabalhamos para fortalecer a amamentação. Ela não precisa representar o abandono do peito nem uma decisão definitiva.

Sempre que possível, o leite materno ordenhado deve ser valorizado. A necessidade de outro complemento, assim como o tipo, o volume, os intervalos e a forma de oferecer, deve ser definida individualmente.

Conforme a produção de leite, a qualidade das mamadas e o ganho de peso melhorarem, o plano poderá ser revisto.

Amamentação e volta ao trabalho

Voltar ao trabalho não significa necessariamente parar de amamentar. É possível manter as mamadas quando mãe e bebê estiverem juntos e organizar a retirada de leite para os períodos de separação.

A rotina deve ser planejada com antecedência, considerando os horários, a possibilidade de pequenos intervalos para a ordenha e um local limpo e reservado para retirar e armazenar o leite.

Não é necessário resolver tudo nos primeiros dias. O plano pode ser construído aos poucos para que a amamentação encontre espaço na vida real da família.

Quando procurar apoio

Procure avaliação prontamente se um bebê com menos de três meses apresentar febre, dificuldade para respirar, coloração arroxeada, prostração importante, recusa persistente das mamadas ou redução acentuada da urina.
Uma orientação importante: quando houver dificuldade, o objetivo é observar a mamada completa, avaliar mãe e bebê e corrigir a causa. Introduzir complemento ou interromper a amamentação sem essa análise pode não resolver o problema inicial.

Referências

Ministério da Saúde. Amamentação.

Ministério da Saúde. Alimentação saudável na primeira infância.

Organização Mundial da Saúde. Breastfeeding.