O que se recomenda
- Oferecer somente leite materno nos primeiros seis meses para bebês saudáveis, sem água, chás, sucos ou outros leites, salvo indicação clínica.
- Manter a amamentação junto com a alimentação complementar a partir dos seis meses, preferencialmente até dois anos ou mais.
- Amamentar em livre demanda, respeitando os sinais de fome e saciedade e o ritmo próprio de cada bebê.
- Evitar horários rígidos e comparações entre bebês, porque a duração e a frequência das mamadas variam.
Como reconhecer uma pega mais eficiente
O bebê deve estar voltado para a mãe, bem apoiado e próximo ao corpo. Na pega adequada, a boca fica bem aberta, o queixo toca a mama, os lábios estão virados para fora e costuma aparecer mais aréola acima da boca do que abaixo. A sucção tende a ser profunda e ritmada, com pausas para engolir.
A amamentação não deve permanecer dolorosa. Sensibilidade inicial pode ocorrer, mas dor intensa, fissuras, sangramento ou deformação persistente do mamilo após a mamada indicam que a técnica e a boca do bebê precisam ser avaliadas.
E se for necessário complementar?
A complementação, quando realmente necessária, pode proteger o bebê enquanto trabalhamos para fortalecer a amamentação. Ela não precisa representar o abandono do peito nem uma decisão definitiva.
Sempre que possível, o leite materno ordenhado deve ser valorizado. A necessidade de outro complemento, assim como o tipo, o volume, os intervalos e a forma de oferecer, deve ser definida individualmente.
Conforme a produção de leite, a qualidade das mamadas e o ganho de peso melhorarem, o plano poderá ser revisto.
Amamentação e volta ao trabalho
Voltar ao trabalho não significa necessariamente parar de amamentar. É possível manter as mamadas quando mãe e bebê estiverem juntos e organizar a retirada de leite para os períodos de separação.
A rotina deve ser planejada com antecedência, considerando os horários, a possibilidade de pequenos intervalos para a ordenha e um local limpo e reservado para retirar e armazenar o leite.
Não é necessário resolver tudo nos primeiros dias. O plano pode ser construído aos poucos para que a amamentação encontre espaço na vida real da família.
Quando procurar apoio
- Dor persistente, fissuras importantes, endurecimento doloroso da mama, vermelhidão ou febre materna.
- Bebê muito sonolento, difícil de despertar ou com sucção fraca e pouco efetiva.
- Redução progressiva da urina, boca seca ou outros sinais de desidratação.
- Preocupação com perda ou ganho insuficiente de peso.
- Estalos frequentes, engasgos repetidos ou dificuldade para manter a pega.
Referências
Ministério da Saúde. Amamentação.
Ministério da Saúde. Alimentação saudável na primeira infância.
Organização Mundial da Saúde. Breastfeeding.
