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Consulta pediátrica

Revisão, retorno ou nova consulta?

A diferença não é determinada apenas pelo número de dias. O que importa é a finalidade do novo atendimento e a necessidade de uma nova avaliação clínica.

O que é uma revisão?

Algumas consultas não podem ser concluídas no mesmo momento porque o pediatra precisa analisar exames complementares solicitados para esclarecer o quadro avaliado. Quando essa análise é necessária para finalizar o mesmo ato médico e ocorre no período definido pelo médico, ela é considerada continuidade daquela consulta.

Exemplo de revisão

A criança foi examinada, o pediatra solicitou exames para esclarecer a hipótese diagnóstica e marcou a análise dos resultados para concluir aquela avaliação.

Exemplo de nova consulta

Depois do atendimento surgiram febre, falta de ar, dor, vômitos ou qualquer mudança que exija nova história clínica, novo exame físico e nova conduta.

Quando passa a ser uma nova consulta?

O atendimento é considerado uma nova consulta quando existe uma doença diferente, quando os sinais ou sintomas se modificaram, ou quando a evolução exige nova anamnese, novo exame físico, revisão das hipóteses diagnósticas e definição de outro plano terapêutico.

Também são novas consultas as reavaliações periódicas de doenças crônicas ou tratamentos prolongados, quando o pediatra precisa acompanhar a evolução e eventualmente modificar a conduta.

Existe um prazo fixo de 15 ou 30 dias?

Não. Não existe um prazo universal que transforme automaticamente qualquer atendimento realizado dentro de 15 ou 30 dias em retorno gratuito. O período necessário para finalizar uma consulta depende do quadro clínico e é definido pelo médico. Da mesma forma, operadoras de saúde e instituições não podem impor um intervalo que interfira nessa decisão.

E a consulta de puericultura?

A puericultura é um atendimento completo da criança ou do adolescente saudável. Em cada consulta são avaliados crescimento, desenvolvimento, alimentação, sono, vacinação, prevenção de acidentes, comportamento, aprendizagem e as necessidades próprias daquela fase da vida.

Por esse motivo, uma consulta de puericultura não é retorno de uma consulta anterior apenas porque acontece poucos dias ou semanas depois. Ela possui finalidade própria, inclui nova avaliação clínica e corresponde a um novo ato médico.

Em resumo: o calendário não define sozinho se houve retorno. A natureza do atendimento, a evolução da criança e a necessidade de nova avaliação clínica são os elementos determinantes.

Referência normativa

Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 1.958/2010, especialmente arts. 1º a 5º.