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Atendimento médico a distância

Teleconsulta em pediatria

A teleconsulta é uma consulta médica realizada por tecnologia. Ela amplia o acesso ao cuidado, mas possui limites próprios, principalmente quando o exame físico é indispensável.

É uma consulta médica completa

A teleconsulta não é uma conversa informal por vídeo. Ela exige identificação do paciente e do responsável, consentimento, anamnese, registro em prontuário, proteção dos dados e definição de uma conduta compatível com as informações disponíveis.

O pediatra decide, com responsabilidade profissional, se o atendimento a distância é adequado para aquela situação. Tanto o médico quanto a família podem optar por interromper a teleconsulta e seguir com avaliação presencial.

Quando pode ser útil

Quando o atendimento presencial pode ser necessário

Se houver dúvida diagnóstica relevante, necessidade de ausculta, palpação, avaliação neurológica detalhada ou qualquer risco que não possa ser adequadamente examinado pela câmera, o pediatra solicitará atendimento presencial para complementar ou substituir a teleconsulta.

Nas doenças crônicas ou que exigem acompanhamento prolongado, a regulamentação determina a realização periódica de consulta presencial com o médico assistente, em intervalos não superiores a 180 dias.

Como se preparar

A teleconsulta não é indicada para emergências. Diante de sinais de gravidade, procure imediatamente um serviço de urgência ou acione o SAMU pelo número 192.
O ponto central é a segurança: a tecnologia facilita o encontro, mas não reduz a responsabilidade médica nem substitui o exame presencial quando ele é necessário.

Referências normativas

Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.314/2022.

Brasil. Lei nº 14.510/2022, que disciplina a telessaúde em todo o território nacional.