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Comunicação com o consultório

Como utilizar o WhatsApp

Uma mensagem bem organizada ajuda o pediatra a compreender a situação. Ainda assim, o WhatsApp não substitui a consulta nem deve ser usado como canal de emergência.

Quando o WhatsApp pode ajudar

O canal pode ser utilizado por pacientes que já estão em acompanhamento para esclarecer dúvidas pontuais, informar aspectos da evolução e receber orientação sobre a necessidade de avaliação presencial.

Nem toda situação pode ser resolvida por mensagem. Quando faltam informações, quando o exame físico é necessário ou quando existe possibilidade de agravamento, a orientação mais segura será realizar uma consulta.

Como enviar uma mensagem mais útil

O que deve ser evitado

Mensagens muito fragmentadas, áudios sem sequência cronológica e informações enviadas por várias pessoas dificultam a compreensão. Também não é seguro compartilhar dados clínicos em grupos ou encaminhar imagens da criança para terceiros.

Uma mensagem recebida não significa que foi imediatamente lida. O pediatra pode estar em consulta, em procedimento, dirigindo ou fora do período de atendimento.

Não aguarde resposta pelo WhatsApp se a criança apresentar dificuldade para respirar, coloração arroxeada, convulsão, perda de consciência, sonolência incomum, sinais importantes de desidratação, reação alérgica com comprometimento respiratório, intoxicação ou trauma grave. Procure atendimento de urgência.

Privacidade também é cuidado

As informações de saúde pertencem ao paciente e devem ser tratadas de forma confidencial. Utilize preferencialmente o contato do responsável legal, evite expor dados além do necessário e não encaminhe conversas ou documentos a outras pessoas sem motivo assistencial.

Uma boa regra: use a mensagem para organizar a comunicação, não para tentar substituir uma avaliação médica quando a criança precisa ser examinada.

Referências

Conselho Federal de Medicina. Parecer CFM nº 14/2017.

Brasil. Lei nº 13.709/2018, Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.