Quando o WhatsApp pode ajudar
O canal pode ser utilizado por pacientes que já estão em acompanhamento para esclarecer dúvidas pontuais, informar aspectos da evolução e receber orientação sobre a necessidade de avaliação presencial.
Nem toda situação pode ser resolvida por mensagem. Quando faltam informações, quando o exame físico é necessário ou quando existe possibilidade de agravamento, a orientação mais segura será realizar uma consulta.
Como enviar uma mensagem mais útil
- Identifique o responsável e informe o nome e a idade da criança.
- Conte quando o problema começou e como evoluiu, seguindo a ordem dos acontecimentos.
- Informe a temperatura medida, o método utilizado e os horários, quando houver febre.
- Relacione medicamentos administrados, com nome, dose e horário.
- Descreva o estado geral, a aceitação de líquidos e alimentos, a urina, as fezes e o sono.
- Envie fotografias, vídeos ou exames somente quando forem pertinentes e pelo canal indicado.
O que deve ser evitado
Mensagens muito fragmentadas, áudios sem sequência cronológica e informações enviadas por várias pessoas dificultam a compreensão. Também não é seguro compartilhar dados clínicos em grupos ou encaminhar imagens da criança para terceiros.
Uma mensagem recebida não significa que foi imediatamente lida. O pediatra pode estar em consulta, em procedimento, dirigindo ou fora do período de atendimento.
Privacidade também é cuidado
As informações de saúde pertencem ao paciente e devem ser tratadas de forma confidencial. Utilize preferencialmente o contato do responsável legal, evite expor dados além do necessário e não encaminhe conversas ou documentos a outras pessoas sem motivo assistencial.
Referências
Conselho Federal de Medicina. Parecer CFM nº 14/2017.
Brasil. Lei nº 13.709/2018, Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.
